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Vício em Games é considerado transtorno mental pela OMS e será incluído na CID-11

Atualizado: 20 de Dez de 2019


A nova edição da Classificação Internacional de Doenças (CID) irá incluir a condição sob o nome de "transtorno de games" (Gaming disorder, no original em inglês). O texto descreve o problema como padrão de comportamento frequente ou persistente de vício em jogos digitais ou eletrônicos, caracterizado por prejuízo no autocontrole, e de forma que há maior prioridade ao jogo em detrimento a outros interesses e atividades diárias, levando a prejuízos na vida do indivíduo.


Muitos países, como Reino Unido, China, Japão e Coreia do Sul, já haviam identificado essa condição como um importante problema de saúde pública.


A Classificação Internacional de Doenças (CID) é a base para a identificação e classificação de doenças e estatísticas de saúde em todo o mundo. Ela é usado por pesquisadores e profissionais de saúde em todo o mundo para categorizar diferentes condições clínicas, identificando padrões, sinais, sintomas, causas e fatores de risco associados. A inclusão de um transtorno na CID é resultado do entendimento de que diversos países consideram monitorar certa tendência de transtorno e desenvolver estratégias de saúde pública.


A 11ª edição da Classificação Internacional de Doenças (CID-11) está programada para ser publicada neste ano de 2018. Segundo prescrição da OMS, para que o transtorno de games seja diagnosticado, o padrão de comportamento deve ser de gravidade suficiente para resultar em comprometimento significativo nas áreas de funcionamento pessoal, familiar, social, educacional ou profissiona. Além disso, é importante que esses prejuízos tenham sido observados por pelo menos 12 meses. Por que o transtorno do game será incluído na CID-11? A decisão sobre a inclusão do transtorno do game na ICD-11 baseia-se em revisões de evidências científicas e reflete um consenso de especialistas de diferentes especialidades e de diferentes países envolvidos no processo de consultas técnicas realizadas pela OMS no processo de desenvolvimento da CID-11. A inclusão do transtorno do game na CID-11 resultará na maior atenção dos profissionais de saúde aos riscos de desenvolvimento deste problema e, consequentemente, no desenvolvimento de estratégias de prevenção e tratamento relevantes. Os sinais do transtorno incluem: ► não ter controle de frequência, intensidade e duração com que joga videogame; ► priorizar jogar videogame a outras atividades; ► continuar ou aumentar ainda mais a frequência com que joga videogame, mesmo após ter tido consequências negativas desse hábito; Poucos jogadores são realmente "viciados" A decisão da inclusão do transtorno pode levar muitos pais e educadores a considerarem seus filhos como viciados em jogos. Entretanto, estudos sugerem que o transtorno do game afeta apenas uma pequena proporção de pessoas que se envolvem em atividades de jogos digitais ou de vídeo. A maioria das crianças e adolescentes são apenas entusiastas desta atividade, e não necessariamente, viciados. No entanto, pais devem ficar atentos nos filhos para evitar problemas em longo prazo, e pessoas que jogam games devem estar atentas à quantidade de tempo que gastam nessas atividades, particularmente quando está abandonando outras atividades diárias, bem como a qualquer mudança em sua saúde física e psicológica e funcionamento social que possa ser atribuído ao seu padrão de comportamento de jogo.


Fonte: site psicoedu


Comentários BGP: A organização do tempo de lazer é um exemplo de como a guarda compartilhada é aplicada: cabe a ambos os genitores - independente do grau de amizade mantido - conversarem, alinharem e se co-responsabilizarem pela divisão da rotina e tarefas da criança/adolescente.

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