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Transtorno de Humor Bipolar: como entender e identificar?


O humor, embora tenha o que chamamos de “linha de base”, ou seja, como a pessoa normalmente se sente por padrão individual, não é sempre o mesmo! Para se dar conta disso, basta observá-lo com atenção desde quando você acorda até quando vai dormir. No decorrer do dia, seu humor pode mudar. Embora ele possa variar ao longo do dia, alterações bruscas ou um histórico de humor deprimido ou excessivamente elevado podem indicar adoecimento mental.


Esse transtorno se chama “do humor bipolar” justamente porque ele é a variação entre dois pólos extremos do humor, desde estados depressivos, em que a tristeza, a apatia, a falta de prazer na vida são alguns dos sintomas, até a mania, que é um estado completamente oposto, de euforia ou irritação e energia excessivas. Para que se possa ter o diagnóstico de transtorno do humor bipolar é necessário que tenha ocorrido em algum momento na vida da pessoa um episódio maníaco ou hipomaníaco (que é um estado de mania mais moderado), justamente o oposto do estado depressivo. Dessa forma, a pessoa não experimenta sono nem cansaço e tem a impressão de que “nada pode lhe deter ou atingir”. Entre os sintomas estão a autoestima inflada ou mania de grandeza; falar excessivamente; pensamento acelerado, com fuga de ideias; muita distração; maior agitação ou energia para realizar atividades e perda do controle sobre suas atitudes, podendo até causar agressividade, delírios e alucinações.


Já a hipomania é um quadro mais leve de mania, com sintomas menos graves, com menor interferência no cotidiano da pessoa, podendo haver “tagarelice”, maior disposição, impaciência, menos necessidade de sono, mais sociabilidade, iniciativa e energia para realizar atividades.


Esses estados descritos podem durar de horas até dias ou semanas, sendo que, quanto maior a duração, maiores os prejuízos, pois normalmente essa sensação de autoestima inflada e invencibilidade pode fazer com que a pessoa se exponha mais a comportamentos de risco. Alguns desses riscos estão ligados ao descontrole dos impulsos, como comportamento sexual ou de compras exagerado e imprudente, consumo de bebidas e drogas, bem como a desconsideração a respeito de descanso e sono, podendo ficar dias sem dormir.


Ao final do episódio, do término da sensação de estar no “topo do mundo”, a pessoa pode apresentar um quadro de sintomas depressivos, além dos prejuízos pessoais, sociais, laborais e financeiros causados pelos comportamentos de risco atrelados ao estado de mania.Como os demais, os fatores de risco são múltiplos, mas sem dúvidas o genético é um dos que mais pode indicar o desenvolvimento do transtorno, chegando a dez vezes mais, quanto mais próximo o parentesco de alguém da família já diagnosticado com transtorno do humor bipolar. Por causa do excesso de exposição a comportamentos de risco e privação do sono, os indivíduos que sofrem com o transtorno podem, inclusive, apresentar prejuízos cognitivos significativos, que se agravam a cada novo episódio maníaco.


Os fatores de controle estão ligados, justamente, à percepção de si mesmo e do seu estado de humor, um bom gerenciamento das emoções e autoconhecimento, além, claro, de acompanhamento médico e psicológico. Quando o quadro é identificado e tratado precocemente, os prejuízos e as chances da ocorrência de um episódio maníaco são reduzidos e, consequentemente, os prejuízos que o adoecimento pode trazer à vida da pessoa são mitigados.



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