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Transtorno do Pânico: como entender e identificar?


Ao longo da história e durante o processo de evolução, o ser humano foi se adaptando e aprendendo sobre as coisas que garantiam a sua sobrevivência e as que poderiam ameaçar a sua sobrevivência. Embora atualmente, enquanto sociedade organizada, haja exposição a riscos menores e diferentes daqueles enfrentados pelos nossos ancestrais, alguns desses mecanismos de sobrevivência ainda nos acompanham até os dias de hoje. Um desses mecanismos está ligado à sensação e à percepção de risco, que faz com que o sistema nervoso ative uma série de funções no corpo para garantir a sobrevivência em uma situação que exija reações de “luta ou fuga”.


Porém, no transtorno do pânico, essa ativação do organismo pelo sistema nervoso é bastante disfuncional, pois é repentina e inesperada, sem que haja uma ameaça real à sobrevivência.


É como se o “botão de alerta” fosse acionado o tempo todo, gerando efeitos incapacitantes que prejudicam a saúde física e emocional, bem como as relações sociais e de trabalho.


Alguns sintomas que podem dar algumas pistas de que você está sofrendo ou já sofreu um ataque de pânico são ter, repentinamente, sem um motivo ou ameaça evidente, taquicardia, tremores, suor, tontura e o medo intenso de morrer. O que configura o diagnóstico do transtorno de pânico é que essas sensações não têm causa orgânica identificada e aparecem de “forma abrupta e inesperada”, acontecendo por cerca de um mês ou mais e com a sensação e o medo constantes de que possam ocorrer novamente.


O curso e desenvolvimento do transtorno do pânico é crônico e, se não tratado, pode inclusive predispor a outros adoecimentos mentais, como a ansiedade e a depressão. Assim como outros transtornos mentais, ele é multifatorial, ou seja, pode ocorrer pela convergência ou relação de vários fatores, sejam eles comportamentais, ambientais ou genéticos. Pessoas que experimentam com maior frequência sensações negativas ou são mais sensíveis à ansiedade podem estar mais propensas a apresentarem esse transtorno. Da mesma forma, traumas na infância como violências ou negligência e o consumo de tabaco na vida adulta são importantes fatores de risco.


A melhor forma de tratar o transtorno do pânico é com a combinação de tratamento farmacológico e psicoterapia, sendo que nesse transtorno específico as abordagens cognitivo- -comportamentais (TCC) são as que apresentam melhores evidências de efetividade no tratamento.



Fonte: Cartilha da Saúde Mental da Advocacia


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