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Especialistas elegem a profissão de mediador como uma das mais promissoras

Atualizado: Mai 6


Rio - De tempos em tempos, determinadas carreiras ganham mais projeção em relação a outras, atraindo maior atenção dos estudantes. De acordo com especialistas, o segmento de mediador de conflitos deve se destacar no mercado de trabalho. Desde o último dia 8, um ciclo de palestras promovido pelo CIEE/Rio, discute os efeitos dos conflitos no mercado e no ambiente de trabalho.


Para a especialista Ana Kaiuca, fundadora da Câmara Equilibre de Gestão de Conflitos, há uma demanda para se resolver conflitos sem precisar ir à Justiça. O que a mediação faz é encontrar um caminho para questões que muitas vezes estão sem solução por falta de comunicação entre as partes. Graças a essa grande demanda, os salários de um mediador costumam ser mais interessantes e a chance de alcançar o sucesso na carreira é ainda maior, conforme a especialista.


Segundo a psicóloga jurídica Flávia Gallo, há uma tendência crescente em se resolver processos por meio de acordos, frutos de mediação ou conciliação. "Nesse momento de pandemia e de quebra de paradigmas, nem todo processo precisa ser resolvido judicialmente. O que a mediação faz é encontrar um caminho para questões que muitas vezes estão sem solução por falta de comunicação entre as partes. A mediação evita longos processos, preserva os relacionamentos e além disso valoriza o currículo do mediador independente da função e do curso que ele esteja fazendo", afirma.


Para ser um profissional no ramo de mediação, não é necessário ser da área do Direito. Estudantes de qualquer segmento podem desempenhar a função, mas a profissionalização é essencial. Recomenda-se um curso específico na área. "A pessoa capacitada em mediação pode ser uma mediadora extrajudicial, atuando em diversas áreas. Ela é contratada de forma espontânea pelas partes para ajudar na solução de conflitos. O mediador utiliza técnicas para facilitar o diálogo entre as partes, e estratégias de negociação com foco na solução que favoreça a todos", aponta Flávia.


"É uma profissão nova, que está crescendo no Brasil, e é uma excelente oportunidade para quem quer redirecionar sua carreira, pois existe um mercado em expansão. Além disso, a mediação é uma competência que contribui no dia a dia de diversas profissões que lidam com conflitos e é um diferencial para qualquer profissional", pontua Ana Kayuca.


Para o especialista em mediação e arbitragem, Adolfo Braga Neto, que também participou do evento os novos profissionais são engajados, querem e podem mudar o mundo, criar pontes. "Além disso, os que já ocupam o mercado de trabalho e pretendem ampliar seu campo de atuação, podem também buscar esses rumos e se adequarem a essas novas demandas. A inovação não é exclusividade dos jovens, ela apenas representa a mudança que qualquer pessoa, empresa ou instituição pode implementar", afirma.


Fonte: O Dia


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